Header Ads

Tendências alavancadas pela crise do Coronavírus


Se por um lado a crise do coronavírus vem causando negativos impactos econômicos e sociais, por outro lado, tem sido uma verdadeira catalisadora de tendências. Há muito tempo se fala no crescimento do trabalho remoto, o famoso home office e do aumento da utilização de serviços de delivery.

Mas o que antes eram vistos como serviços e funções iniciais, agora são as novas tendências do chamado novo normal, com uma demanda cada vez maior e gerando muitos empregos.

Em abril de 2020, o World Economic Forum listou as principais tendências aceleradas pela pandemia da Covid-19, e que mostram como a transformação digital e as tecnologias podem tanto ajudar a reduzir a disseminação do coronavírus quanto ajudar as empresas a permanecerem abertas.

Pagamentos Digitais



A utilização do dinheiro físico já estava em queda, dando lugar para os meios de pagamento digitais. O que antes era questão de segurança, agilidade e conveniência, agora também se tornou uma importância sanitária. Cédulas, cartões de crédito e maquininhas de cartão podem ser agentes portadores do vírus, e podem se tornar obsoletos em breve.

Os pagamentos digitais permitem que as pessoas façam compras e pagamentos online de bens, serviços e até pagamentos de serviços públicos, bem como receber fundos e realizar transações.

Telemedicina



Outras duas tendências muito discutidas nos últimos anos foram a telemedicina e as cirurgias a distância. Apontadas como potenciais solucionadores da crise de saúde em países emergentes, possibilitam ultrapassar a escassez de profissionais da saúde e instalações médicas em locais remotos do planeta. Agora, são eficazes no tratamento médico sem contato, minimizando tanto os riscos de contaminação quanto filas em espaços de saúde

Home Office



Muitas empresas já adotavam rotinas de home office e funcionários remotos. Outras, em compensação, se mostravam céticas na capacidade de funcionalidade dessa modalidade de trabalho. Com o isolamento social, o home office se tornou obrigatório para serviços não-essenciais, e as empresas que não estavam preparadas precisaram adaptar seus times rapidamente. Desde então, gestores que antes desacreditavam no trabalho remoto perceberam que, sim, ele é funcional, desde que bem aplicado, e pretendem mantê-lo como norma mesmo em um cenário pós-pandemia.

Segundo o World Economic Forum, as leis e os regulamentos devem ser atualizados para acomodar o trabalho remoto, e mais estudos psicológicos precisam ser realizados para entender o efeito do home office nas pessoas.

Ensino e Entretenimento a Distância (EAD)



Em meados de abril de 2020, 191 países anunciaram o fechamento de escolas ou universidades, impactando 1,57 bilhões de alunos. Muitas instituições educacionais começaram a oferecer cursos online para garantir que a educação não fosse interrompida por medidas de quarentena.

Entretanto, o ensino a distância, tanto de educação básica quanto cursos livres e diplomas universitários, já são realidade há mais de uma década, mas assim como o home office, havia certa resistência na aceitação desses diplomas no mercado de trabalho. Com o isolamento social, o ensino remoto também se tornou a única alternativa viável de estudo. Mostrou, também, como pode ser altamente funcional em muitas disciplinas e áreas de estudo

A área de entretenimento também ganhou novo formato com lives e streamings de artistas, que passaram a transmitir seus shows diretamente de casa, via Instagram. Aulas de ginástica e outras modalidades de educação física também passaram a ser aderidas via internet. Raves dentro de jogos e outros ambientes virtuais estão ganhando o mundo todo. Museus, cidades e demais patrimônios internacionais oferecem passeios virtuais, e também houve um aumento no tráfego de jogos online desde o início surto.

Compras Online



A Covid-19 fez com que o e-commerce deixasse de ser apenas uma conveniência, passando a se tornar praticamente obrigatório. Empresas de comida que não dispõe de delivery, e não foram capazes de adaptar seu negócio a tempo, se viram forçadas a fechar as portas.

No Brasil, a startup de entregas Rappi precisou aumentar em 50% o seu time de atendimento, para dar conta de toda a demanda atual, além da implementação de novos protocolos e processos para se adequar ao novo normal.

Robótica e Drones

Rappi já testou robôs para entregar comida em domicílio

O Coronavírus fez o mundo perceber o quanto dependemos das interações humanas para fazer as coisas funcionarem. Negócios dependentes de mão de obra, como varejo, alimentos, manufatura e logística são os mais atingidos.

Contudo, a situação atual forneceu um forte impulso para a implementação do uso de robôs e pesquisa em robótica. Desde o início da pandemia, robôs e drones tem sido usados para desinfetar áreas e entregar alimentos às pessoas em quarentena.

Em maio de 2020, o governo de Singapura anunciou o início de testes com um cachorro-robô, da Boston Dynamics, para patrulhar um dos parques da cidade com o objetivo de lembrar os cidadãos de manter o distanciamento social recomendado.


Fonte: Whow