Cientistas criam a maior simulação do universo já feita

Uma equipe internacional de cientistas criaram a mais completa simulação visual de como o Universo evoluiu. O modelo de computador mostra como as primeiras galáxias se formaram em torno de aglomerados da substância misteriosa invisível chamada matéria escura.

Esse modelo cósmico simula as mudanças em larga escala da estrutura do Universo, traçando 13 bilhões de anos de evolução iniciados a 12 milhões de anos após o Big Bang. O modelo de computador chamado illustris é especial porque abrange uma grande área, um cubo cósmico com cerca de 350 milhões de anos-luz de cada lado.
Esse time-lapse que você vai ver logo abaixo nos dá uma oportunidade única de entender e de contemplar a evolução do Universo ocorrida durante 13 bilhões de anos, Confira:

Para a simulação, Vogelsberger (pesquisador do MIT) e sua equipe foram capazes de modelar o comportamento da matéria escura e da energia escura, as substâncias misteriosas que compõem cerca de 95% do Universo. Eles também modelaram a maneira que a matéria bariônica (matéria composta de prótons, elétrons e nêutrons) se comporta. O modelo, na verdade, é muito parecido com o que os cientistas observam no Universo real.

A equipe de investigação usou 8.192 núcleos de computadores, e cada um desses núcleos tem a mesma potência de um computador desktop convencional. Todos eles, funcionando simultaneamente, criaram a animação. É possível notar como a distribuição das galáxias mudaram ao longo do tempo. Para criar uma simulação como essa utilizando um único computador convencional, levaria aproximadamente 2.000 anos, porém, utilizando o núcleo de informática, a Illustris pôde finalizar essa simulação em apenas seis meses.Cada partícula de gás na simulação Illustris representa 1 milhão de massas solares. Embora isso possa soar como baixa resolução, na verdade representa uma visão incrivelmente detalhada da evolução do cosmos, disse o astrofísico Michael Boylan.
Telescópios como o Hubble não podem nos mostrar como eram as galáxias distantes, afinal elas estão a milhões (ou bilhões) de anos-luz de distância. Mas o Illustris permite que os pesquisadores vejam como seriam essas galáxias em vários pontos no tempo. “O Illustris é como uma máquina do tempo. Nós podemos ir para a frente e para trás no tempo. Nós podemos pausar a simulação e dar zoom em uma só galáxia, ou aglomerado de galáxias, para ver o que está acontecendo nela”, diz o coautor Shy Genel.

Fonte: Harvard
________________________________________________________________________________________________________________________